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Na década de 1970, algumas Secretarias Estaduais de Cultura e instituições culturais do Nordeste, após a publicação de um álbum de Mestre Noza na Europa, editaram álbuns de seus principais xilogravadores. Os de maior sofisticação foram editados pela Guariba Editora de Arte: Os Bichos, de Dila; e Doze gravadores populares do Nordeste, organizado por Carlos Ranulpho.

Nascido José Soares da Silva, em Pernambuco, 1937, Dila assina com vários nomes. Poeta, xilogravador, vendedor, impressor e editor de folhetos, fabricante de carimbos e rótulos. Patrono da “escola de Caruaru”, fez xilogravuras desde menino quando viu capa de folheto e disse: “eu também faço uma igual”.

O visionário marchand Carlos Ranulpho, em 1978, apresentou os xilogravadores em álbum com tratamento sofisticado das obras e introdução do artista Francisco Brennand: Abraão Batista, Costa Leite, Dila, Expedito, Walderedo, Enéias, João de Barros, Minelvino, Mestre Noza, Pedro Armando, J. Borges, Palito. 

©2007. Exposição 100 Anos de Xilogravura na Literatura de Cordel. Um projeto Cultura & Criatividade