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A exposição 100 Anos da Xilogravura na Literatura de Cordel apresenta parte do acervo particular do colecionador e pesquisador Jeová Franklin. A primeira temporada da exposição ocorreu em Brasília – DF, no Palácio do Planalto, Ala Leste, de 27 de Junho a 15 de agosto de 2007. A segunda, em Juazeiro do Norte, no estado do Ceará, berço da xilogravura nordestina; no Centro Cultural BNB Cariri, de 14 de setembro a 15 de outubro. Nesse mesmo ano ainda a Exposição foi exibida na 27ª FILSA – Feira Internacional do Livro de Santiago, no Chile, de 24 de outubro a 04 de novembro, no Centro Cultural Estación Mapocho, a convite do Ministério da Cultura do Brasil. A exposição 100 Anos da Xilogravura na Literatura de Cordel perfaz a trajetória da xilogravura desde a publicação da primeira edição conhecida de cordel ilustrado com xilogravura, em 1907. São compostas por 32 gravuras decorativas, 34 matrizes em madeira, 60 cordéis antigos originais, 100 cordéis originais em circulação, 01 cartaz, 03 panôs, 02 álbuns históricos, 02 maletas artesanais típicas, 14 ferramentas de xilogravador, 15 fotografias ampliadas do processo de composição da xilogravura, 10 reproduções ampliadas dos cordéis históricos e 09 capas comemorativas criadas exclusivamente para a exposição. As obras têm origem no universo da literatura de cordel e apresentam o universo cultural sertanejo do Brasil produzido pela população humilde da região nordeste do país. A partir de suas especificidades e história os artistas populares nordestinos construíram identidade própria com alta expressividade de símbolos e imagens. Estão contemplados na Exposição os artistas: J. Borges, Dila, Nena, Marcelo Soares, José da Costa leite, Amaro Francisco, Nena Borges, Ivan Borges, Manasses Borges, Bacaro, Givanildo, Lourenço Borges, J. Miguel, Palito, Minelvino, representando a escola pernambucana. E também: Walderedo, Mestre Noza, Abraão Batista, Stênio Diniz, José Lourenço, Cícero Lourenço, Francorli, Expedito, Zênio, Nilo, Manoel Inácio, representando a escola cearense. Um conjunto de nove textos explicativos, legendas e ampliações de gravuras e placa de entrada acompanham o acervo. A exposição está montada em biombos e móveis de MDF, molduras e vitrines de vidro e madeira, textos e imagens plotados sobre base de PVC. Em fins da década de 1970, fazendo as reportagens: "O sertão só se informa bem com a literatura de cordel" e "A via sacra da gravura sertaneja" para a revista Interior, do Ministério do Interior, Jeová Franklin entrevistou xilogravadores e cordelistas em Juazeiro do Norte, no Ceará; Caruaru e Bezerros, em Pernambuco. Iniciou sua coleção por acaso, comprando obras para recompensar os artistas pela matéria. Desde então, o interesse pelo universo artístico da xilogravura nordestina e pela literatura de cordel cresceu e junto com ele a atividade de colecionador e pesquisador, sem fins comerciais. Em quase trinta anos de dedicação, Jeová Franklin constituiu um acervo de grande valor para a memória das artes brasileiras reunindo cerca de 4.000 obras entre cordéis, gravuras e matrizes talhadas em madeira. Nesse período cultivou a amizade dos xilogravadores com quem manteve maior contato e devotou verdadeiro amor à tarefa de contribuir para o registro e a divulgação da arte gráfica popular nordestina. |
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