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Para comemorar o centenário da xilogravura na literatura de cordel em 2007, a pedido de Jeová Franklin os artistas Abraão Batista, José Lourenço, J. Miguel, Zênio Brito, Dila, J. Borges, Nena e Marcelo Soares criaram estampas especiais com o título 100 anos de xilogravura no cordel, como capas de álbuns com vinte de suas obras. São grandes representantes do vigor da produção contemporânea de xilogravuras populares no nordeste.

“Deuses e demônios espalhados pelos versos de cordel
Lutas e desejos de promessas de encontros pelo céu
Facas e facões: vinganças de amor
Quem sentiu a quentura vinda do sertão
Vê sabedoria na gravura, vê a tinta impregnada de emoção
Povo abandonado numa esquina explodindo de emoção
Trágicas lembranças e passagens de luar e assombração
Bate o coração: a história vem misturar cantoria com cantiga e vai
Rima tão antiga, rima pobre, rima rica, vai rimando sem parar
A gravura tem a paisagem e o tremor
Que o poeta sente no coração do mundo
Na vida da gente”

                                                       Gravura, de Clôdo Ferreira, em CD do mesmo título, 2007

©2007. Exposição 100 Anos de Xilogravura na Literatura de Cordel. Um projeto Cultura & Criatividade